Explanation of the Saint Tridentine Mass Rubrics.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Ordo Missae - Ordinário da Missa.

 Ordo Missae


PREPARAÇÃO


Orações ao pé do altar

De pé, diante dos degraus do altar, o celebrante começa a Missa, fazendo o sinal da cruz (X):
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito. Amém.
In nómine Patris, X et Filii, et Spiritus Sancti. Amén.
Subirei ao altar de Deus.
Introibo ad altare Dei.
R. Do Deus que alegra a minha juventude.
R. Ad Deum qui lætificat juventutem meam.
Salmo 42 (este salmo omite-se nas Missas de Defuntos e do Tempo da Paixão)
Julga-me, ó Deus, e separa a minha causa duma gente não santa. Livra-me do homem iníquo e enganador.
Judica me, Deus, et discerne causam meam de gente non sancta: ab homine iniquo et doloso erue me.
R. Tu que és, ó Deus, a minha fortaleza, porque me repeliste? E porque hei-de eu andar triste, enquanto me aflige o inimigo?
R. Quia tu es, Deus, fortitudo mea: quare me repulisti, et quare tristis incedo, dum affligit me inimicus?
Envia a Tua luz e a Tua verdade; estas me conduzirão e me levarão ao Teu santo monte e aos Teus tabernáculos.
Emitte lucem tuam et veritatem tuam: ipsa me deduxerunt et adduxerunt in montem sanctum tuum, et in tabernacula tua.
R. E aproximar-me-ei do altar de Deus, do Deus que alegra a minha mocidade.
R. Et introibo ad altare Dei: ad Deum qui lætificat juventutem meam.
Ó Deus, Deus meu, eu Te louvarei com a cítara. Por que estás triste, minha alma? E por que me inquietas?
Confitebor tibi in cithara Deus, Deus meus: quare tristis es anima mea, et quare conturbas me?
R. Espera em Deus, porque eu ainda O hei-de louvar, a Ele que é a minha salvação e o meu Deus.
R. Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi: salutare vultus mei, et Deus meus
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto.
R. Assim como era no princípio, seja agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.
R. Sicut erat in principo, et nunc, et semper: et in sæcula sæculorum.Amen.
Subirei ao Altar de Deus.
Introibo ad altare Dei.
R. Do Deus que alegra a minha juventude.
R. Ad Deum qui lætificat juventutem meam.
O nosso auxílio está no nome do Senhor. 
Adjutorium X nostrum in nomine Domine.
R. Que fez o Céu e a Terra.
R. Qui fecit caelum et terram.
Com grande desejo de se purificar, o Celebrante primeiramente, antes de se aproximar do altar, e depois os fiéis, acusam-se diante de Deus e dos Santos dos pecados que cometeram e pedem a Deus misericórdia.
Eu me confesso a Deus etc.
Confiteor Deo omnipotenti, etc.
R. Que Deus onipotente se amerceie de ti, que te perdoe os pecados e te conduza à vida eterna.
R. Misereatur tui omnipotens Deus, et dimissis peccatis tuis, perducat te ad vitam æternam.
Amém.
Amen.
  
Os assistentes dizem o Confiteor:
Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso,à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se por três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado são João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.
Confiteor Deo omnipotenti, beatæ Mariæ semper Virgini, beato Michæli Archangelo, beato Joanni Baptistæ, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccavi nimis cogitatione, verbo, et opere: percutiunt sibi pectus ter, dicentes: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michælem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te, pater, orare pro me ad Dominum Deum nostrum.
Que Deus onipotente se compadeça de vós, que vos perdoe os pecados e vos conduza à vida eterna.
Misereatur vestri omnipotens Deus, et dimissis peccatis vestris, perducat vos ad vitam æternam.
R. Amém.
R. Amen.
O Celebrante pronuncia sobre si mesmo e sobre os fiéis a fórmula da absolvição:
Indulgência, absolvição, e remissão dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor onipotente e misericordioso.
Indulgentiam X absolutionem, et remissionem peccatorum nostrorum, tribuat nobis omnipotens et misericors Dominus:
R. Amém.
R. Amen.
Inclinam-se todos para a recitação dos versículos seguintes:
Se Vos tornardes para nós, Senhor, dar-nos-ei a vida.
Deus, tu conversus vivificabis nos.
R. E o Vosso povo alegrar-se-á em Vós.
R. Et plebs tua lætabitur in te.
Mostrai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia.
Ostende nobis Domine, misericordiam tuam.
R. E dai-nos a Vossa salvação.
R. Et salutare tuum da nobis.
Senhor, ouvi a minha oração.
Domine, exuadi orationem meam.
R. E fazei subir até Vós o meu clamor.
R. Et clamor meus ad te veniat.
O Senhor seja convosco.
Dominus vobiscum.
R. E com o vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Ao subir ao altar, o Celebrante pede a Deus mais uma vez que o purifique de todos os pecados:
Oremos.
Lavai-nos, Senhor, de todo o pecado, a fim de merecermos penetrar de coração puro no Santo dos Santos. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém
Oremus.
Aufer a nobis, quæsumus, Domine, iniquitates nostras: ut ad Sancta sanctorum puris mereamur mentibus introire. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
O celebrante, inclinado, diz a seguinte oração:
Nós vos suplicamos, Senhor, pelos méritos de vossos santos,(beijando o centro do altar) cujas relíquias aqui se encontram, e de todos os demais santos, vos digneis perdoar todos os nossos pecados. Amém.
Oramus te, Domine, per merita Sanctorum tuorum, quorum reliquiæ hic sunt, et omnium Sanctorum: ut indulgere digneris omnia peccata mea. Amen.
Incensação do altar
Nas Missas solenes o Celebrante deita incenso no turíbulo e benze-o ao mesmo tempo com as palavras seguintes : « Bendito sejas por Aquele em honra de Quem vais ser queimado. » Depois incensa o altar.

PRIMEIRA PARTE: ANTE-MISSA
(Missa dos Catecúmenos)
Intróito
O celebrante vai para o lado da Epístola, e lê o Introito. Canto solene de entrada, o Intróito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. Às primeiras palavras, todos se benzem, ao mesmo tempo que o celebrante.
1 - VER MISSA DO DIA
Kýrie, Eléison
O Kýrie é uma breve ladainha de procedência grega, uma tríplice invocação das três Pessoas Divinas. O celebrante, no meio do altar, diz, alternadamente com os assistentes:
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
S. Kyrie, eleison.
M. Kyrie, eleison.
S. Kyrie, eleison.
M. Christe, eleison.
S. Christe, eleison.
M. Christe, eleison.
S. Kyrie, eleison.
M. Kyrie, eleison.
S. Kyrie, eleison.

 
Glória in Excélsis
O Glória in excelsis, que os gregos denominam a grande doxologia, é um cântico de louvor entretecido de aclamações e súplicas, dirigido à Santíssima Trindade. Abre com as palavras que os Anjos cantaram no nascimento do Salvador. – Omite-se nas Missas de Defuntos, em todas do Tempo do Advento, da Septuagésima e da Quaresma e nas férias sem festa.
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Nós vos louvamos, Vos bendizemos, Vos adoramos e Vos glorificamos. Nós vos damos graças, por causa da Vossa grande glória, ó Senhor Deus, Rei do céu, Deus Pai onipotente. Ó Senhor, Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo. Senhor Deus, Cordeiro de Deus e Filho do Pai. Vós que tirais os pecados do mundo, tende compaixão de nós. Vós que tirais os pecados do mundo, ouvi a nossa prece. Vós que estais sentado à direita do Pai, tende compaixão de nós. Porque só Vós, Senhor Jesus Cristo, sois Santo, só Vós sois o Altíssimo. Com o Espírito Santo, X na glória de Deus Pai.
Amém.
GLORIA IN EXCÉLSIS DEO.
Et in terra pax hominibus bonæ voluntatis. | Laudamus te. | Benedicimus te. | Adoramus te. | Glorificamus te. | Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam. | Domine Deus, Rex coelestis, Deus Pater omnipotens. | Domine Fili unigenite, Jesu Christe. | Domine Deus, Agnus Dei, Filius Patris. | Qui tollis peccata mundi, miserere nobis. | Qui tollis peccata mundi, suscipe deprecationem nostram. | Qui sedes ad dexteram Patris, miserere nobis. | Quoniam tu solus Sanctus. | Tu solus Dominus. Tu solus Altissimus, Jesu Christe. | Cum Sancto Spiritu X in gloria Dei Patris.
Amen.
O celebrante beija o altar, volta-se ao povo e diz:
O Senhor seja convosco.
V. Dominus vobiscum.
R. E com vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
  
Coleta
O celebrante, diante do missal, recita a COLETA. Breve oração que resume e apresenta a Deus os votos de toda a assembleia, votos estes sugeridos pelo mistério ou solenidade do dia
Orémus:
2 - VER MISSA DO DIA
O Celebrante saúda a assembleia e depois acrescenta a Deus em resumo os votos e aspirações que a Santa Igreja nos sugere em razão da festa ou do mistério que celebramos. – Respondamos todos com um Amém cheio de confiança. Conclusão:
...por todos os séculos dos séculos.
R. Amém.
...per ómnia saécula saeculorum.
R. Amen

 
Epístola
No decorrer do ano litúrgico, a Igreja vai-nos lendo os mais belos passos dos Profetas e os princípios basilares da doutrina dos Apóstolos.
3 - VER MISSA DO DIA
– Nas Missas solenes, a Epístola é cantada pelo Subdiácono. Nas rezadas responde-se no fim.
R. Graças a Deus
R. Deo grátias

 
Gradual, Aleluia, Tracto
O Gradual compõe-se geralmente de alguns versículos dum salmo que era outrora cantado por inteiro pelos cantores e pela assembleia. No Tempo Pascal, o Gradual é substituído por um Aleluia. – Aleluia é, em hebreu, uma espécie de interjeição de alegria. E de fato a melodia dos nossos Aleluias é uma explosão de júbilo, único modo que a alma, nesses momentos de dulcificante altura espiritual, encontra para se dirigir a Deus. Junta-se-lhe um versículo do salmo. – Durante a Septuagésima e a Quaresma, o Aleluia é substituído pelo Tracto.
4 - VER MISSA DO DIA
  
O Evangelho do Mestre
Antes de ler ou cantar o Evangelho, o Celebrante diz a oração « Munda cor meum » e pede a Deus que o abençoe. – Nas Missas solenes é o Diácono que canta o Evangelho. Recita o « Munda cor » e pede a benção ao Celebrante. Nas Missas de Defuntos diz-se o « Munda cor », mas omite-se a benção.
Senhor onipotente, purificai o meu coração e os meus lábios, Vós que purificastes os lábios do Profeta Isaías com um carvão em brasa. E dignai-Vos por tal modo purificar-me com a Vossa misericórdia, que possa dignamente anunciar o Vosso Santo Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.
Senhor, abençoai-me.
Munda cor meum ac lábia mea, omnípotens Deus, qui lábia Isaíae prophétae cálculo mundásti igníto: ita me tua grata miserratióne dignáre mundáre, ut sanctum evangélium tuum digne váleam nuntiáre. Per Christum Dómine nostrum. Amem. 
Que o Senhor resida no meu coração e nos meus lábios, para que anuncie digna e convenientemente o Seu Evangelho. Amém
Jube, Dómine, bene, benedicere. Dominus sit in corde meo et in labiis meis: ut digne et competenter annuntiem evangelium suum.Amen.
A leitura ou o canto do Evangelho, que nos recorda sempre um episódio da vida ou um ponto de doutrina do Salvador, rodeia-se de certa solenidade. A assembleia conserva-se de pé, por veneração e respeito para com a palavra de Deus. Nas Missas solenes organiza-se uma pequena procissão. Incensa-se o Livro dos Evangelhos e acompanha-se com círios acesos. – Às primeiras palavras - Sequéntia, etc. faz-se o sinal da cruz na testa, na boca e no peito.
O Senhor seja convosco
Dominus vobiscum.
R. E com vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Sequência do santo Evangelho X segundo ....
R. Glória a Vós, Senhor.
Sequéntia sancti Evangélii X secúndum ....
R. Glória tibi, Dómine
5 - VER MISSA DO DIA
No fim, responde-se:
R. Louvor a vós, ó Cristo!
R. Laus tibi, Christe
O celebrante beija o sagrado texto, dizendo:
Que pelas palavras do Evangelho nos sejam perdoados os pecados.
Per evangelica dicta deleantur nostra delicta.
Segue-se a Homilia, ou explicação da Palavra de Deus.


 

Credo
A história deste Credo, que chamam de Nicéia, é uma brilhante afirmação de fé contra as heresias que a Igreja teve de defrontar no decorrer dos séculos. É o símbolo triunfante da nossa fé. Diz-se aos Domingos, nas festas dos Apóstolos e dos Doutores da Igreja, e em certas festas mais solenes.
CREIO em um só Deus.
Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho unigênito de Deus.
Nascido do Pai, antes de todos os séculos.
Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro.

Gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por meio de Quem foram feitas todas as coisas.
Que por causa de nós, homens, e por causa de nossa salvação desceu dos Céus.
(todos se ajoelham) E SE ENCARNOU POR OBRA DO ESPÍRITO SANTO, EM MARIA VIRGEM, E SE FEZ HOMEM.

Também por amor de nós foi crucificado, sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras.
Subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
Donde virá de novo, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos e cujo reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho.
Que com o Pai e com o Filho é igualmente adorado e glorificado: ele o que falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica.
Professo um só Batismo, para a remissão dos pecados.
Espero a ressurreição dos mortos.
E a vida do século futuro. Amém.
CREDO in unum Deum.
Patrem omnipotentem, factorem coeli et terræ, | visibilium omnium et invisibilium.
Et in unum Dominum Jesum Christum, | Filium Dei unigenitum.
Et ex Patre natum ante omnia sæcula.
Deum de Deo, lumen de lumine, | Deum verum de Deo vero.
Genitum, non factum, | consubstantialem Patri: | per quem omnia facta sunt.
Qui propter nos homines, | et propter nostram salutem descendit de coelis.
(hic genuflectitur – aqui se ajoelha) ET INCARNATUS EST DE SPIRITU SANCTO EX MARIA VIRGINE: | ET HOMO FACTUS EST.
Crucifixus etiam pro nobis: | sub Pontio Pilato passus, et sepultus est.
Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas.
Et ascendit in coelum: sedet ad dexteram Patris.
Et iterum venturus est cum gloria judicare vivos et mortuos: | cujus regni non erit finis.
Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem: qui ex Patre, Filioque procedit.
Qui cum Patre, et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per Prophetas.
Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam.
Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum.
Et exspecto resurrectionem mortuorum.
Et vitam X venturi sæculi. Amen.



SEGUNDA PARTE: SACRIFÍCIO
OFERTÓRIO
Preparação para o Sacrifício
Com o Ofertório, começa a segunda parte da Missa ou Sacrifício propriamente dito. O celebrante volta-se ao povo com esta saudação:
O Senhor seja convosco
Dominus vobiscum.
R. E com vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Orémus:
Segue-se em voz baixa.
6 - VER MISSA DO DIA
O Celebrante lê a Antífona do Ofertório, vestígio de um cântico que se executava outrora durante a procissão das oferendas. Esta procissão era constituída por todos os fiéis presentes, que levavam ao Sacerdote pão, vinho e outros dons, símbolos da oblação que fazia cada um de si mesmo. – Todas as orações do Ofertório exprimem este sentimento de oblação. Nas Missas dialogadas a assembleia pode recitar em português estas Antífonas.
Ofertório do pão e do vinho
O Celebrante oeferece o pão e coloca-o na patena. Coloquemo-nos também na patena, hóstias pequenas à beira da grande, ofereçamo-nos com ela ao Senhor. Ofereçamo-nos sim, e não retiremos dela, durante o dia, nehuma partícula da nossa oblação. Oferecimento do pão:
Recebei, santo Pai, onipotente e eterno Deus, esta hóstia imaculada, que eu vosso indigno servo, vos ofereço, ó meu Deus, vivo e verdadeiro, por meus inumeráveis pecados, ofensas, e negligências, por todos os que circundam este altar, e por todos os fiéis vivos e falecidos, afim de que, a mim e a eles, este sacrifício aproveite para a salvação na vida eterna. Amém
Suscipe, sancte Pater, omnipotens æterne Deus, hanc immaculatam hostiam, quam ego indignus famulus tuus offero tibi, Deo meo vivo et vero, pro innumerabilibus peccatis, et offensionibus, et negligentiis meis, et pro omnibus circumstantibus, sed et pro omnibus fidelibus Christianis vivis atque defunctis: ut mihi, et illis proficiat ad salutem in vitam æternam. Amen.
Ao lado direito do altar, o celebrante deita vinho no cálice, a que mistura umas gotas de água, dizendo a seguinte oração:
Ó Deus,  que maravilhosamente criastes em sua dignidade a natureza humana e mais prodigiosamente ainda a restaurastes, concedei-nos, que pelo mistério desta água e deste vinho, sermos participantes da divindade daquele que se dignou revestir-se de nossa humanidade, Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso, que sendo Deus convosco vive e reina em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Deus, X qui humanæ substantiæ dignitatem mirabiliter condidisti, et mirabilius reformasti: da nobis per hujus aquæ et vini mysterium, ejus divinitatis esse consortes, qui humanitatis nostræ fieri dignatus est particeps, Jesus Christus Filius tuus Dominus noster: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus: per omnia sæcula sæculorum. Amen.
No meio do altar, o celebrante faz o oferecimento do cálice:
Nós vos oferecemos Senhor, o cálice da salvação, suplicando a vossa clemência. Que ele suba qual suave incenso à presença de vossa divina majestade, para salvação nossa e de todo o mundo. Amém.
Offerimus tibi, Domine, calicem salutaris, tuam deprecantes clementiam: ut in conspectu divinæ maiestatis tuæ, pro nostra et totius mundi salute, cum odore suavitatis ascendat. Amen.
Depois, inclinando-se diz:
Em espírito de humildade e coração contrito, sejamos por vós acolhidos, Senhor. E assim se faça hoje este nosso sacrifício em vossa presença, de modo que vos seja agradável, ó Senhor Nosso Deus.
In spiritu humilitatis et in animo contrito suscipiamur a te, Domine: et sic fiat sacrificum nostrum in conspectu tuo hodie, ut placeat tibi, Domine Deus.
Invoca o Espírito Santo e abençoa as oferendas:
Vinde, ó Santificador, onipotente e eterno Deus e, abençoai este sacrifício preparado para glorificar o vosso santo nome
Veni, Sanctificator, omnipotens æterne Deus: et benedic X hoc sacrificum, tuo sancto nomini præparatum.

O celebrante vai à direita do altar e lava as mãos, dizendo os seguintes versículos do salmo 25:
Lavo as minhas mãos entre os inocentes, e me aproximo do vosso altar, ó Senhor.
LAVABO inter innocentes manus meas: et circumdabo altare tuum, Domine.
Para ouvir o cântico dos vossos louvores, e proclamar todas as vossas maravilhas.
Ut audiam vocem laudis: et enarrem universa mirabila tua.
Eu amo, Senhor, a beleza da vossa casa, e o lugar onde reside a vossa glória.
Domine, dilexi decorem domus tuæ: et locum habitationis gloriæ tuæ.
Não me deixeis, ó Deus, perder a minha alma com os ímpios, nem a minha vida com os sanguinários.
Ne perdas cum impiis, Deus, animam meam: et cum viris sanguinum vitam meam.
Em suas mãos se encontram iniquidades, sua direita está cheia de dádivas.
In quorum manibus iniquitates sunt: dextera eorum repleta est muneribus.
Eu porém, tenho andado na inocência. Livrai-me, pois, e tende piedade de mim.
Ego autem in innocentia mea ingressus sum: redime me, et miserere mei.
Meus pés estão firmes no caminho reto. Eu te bendigo, Senhor, nas assembleias dos justos.
Pes meus stetit in directo: in ecclesiis benedicam te, Domine.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos, Amém.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculorum. Amen.
Inclinado, ao meio do altar, o celebrante diz a Oração à Santíssima Trindade:
Recebei, ó Trindade Santíssima, esta oblação, que vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em honra da bem-aventurada e sempre Virgem Maria, de São João Batista, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os Santos; para que, a eles sirva de honra e a nós de salvação, e eles se dignem interceder no céu por nós que na terra celebramos sua memória. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Suscipe, sancta Trinitas, hanc oblationem, quam tibi offerimus ob memoriam passionis, resurrectionis, et ascensionis Jesu Christi, Domini nostri, et in honorem beatæ Mariæ semper Virginis, et beati Ioannis Baptistæ, et sanctorum apostolorum Petri et Pauli, et istorum, et omnium sanctorum: ut illis proficiat ad honorem, nobis autem ad salutem: et illi pro nobis intercedere dignentur in cælis, quorum memoriam agimus in terris. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.
O Celebrante volta-se para os fiéis e convida-os a que orem com ele para que Deus Se digne aceitar-lhes o sacrifício comum :
Orai irmãos, para que este sacrifício, que também é vosso, seja aceito e agradável a Deus Pai Onipotente
Orate fratres, ut meum ac vestrum sacrificium acceptabile fiat apud Deum Patrem omnipotentem.
R. Receba, o Senhor, de vossas mãos este sacrifício, para louvor e glória de seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
R. Suscipiat Dominus sacrificium de manibus tuis | ad laudem et gloriam nominis sui, | ad utilitatem quoque nostram, totiusque Ecclesiæ suæ sanctæ.
Amém.
Amen.

Secreta
Depois diz a Secreta:
7 - VER MISSA DO DIA
– A Secreta diz-se, como o nome indica, em secreto. No entanto, para que os fiéis possam corroborar com um amém a toda a ação do Ofertório que terminou, o Celebrante conclue em voz alta:
...por todos os séculos dos séculos.
R. Amém.
...per ómnia saécula saeculorum.
R. Amen







CÂNON
Oblação do Sacrifício
O Cânon constitui a parte central da Missa. Com o Prefácio, começa a solene oração sacerdotal da Igreja e oblação propriamente dita do Sacrifício. Curto diálogo introdutório entre o celebrante e a assembleia desperta nas almas os sentimentos de ação de graças que convêm à celebração dos santos mistérios.
O Senhor seja convosco.
Dominus vobiscum.
R. E com o vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Corações ao alto.
Sursum corda.
R. Temo-los para o Senhor
R. Habemus ad Dominum.
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Gratias agamus Domino Deo nostro
R. É digno e justo.
R. Dignum et justum est.
Prefácio
8 - VER MISSA DO DIA

Prefácio da SS. Trindade
Diz-se nas festas e nas Missas votivas da SS. Trindade ; em todos os Domingos do ano, menos nas festas que tiverem próprio.
É verdadeiramente digno, justo, racional e salutar, que sempre e em toda a parte Vos rendamos graças, Senhor Santo, Pai onipotente e Deus eterno ; Que sois, com o Vosso Filho Unigénito e com o Espírito Santo, um só Deus e um só Senhor, não na singularidade duma só pessoa, mas na Trindade duma só substância. Porque tudo aquilo que nos revelastes e cremos da Vossa glória, isso mesmo sentimos, sem diferença nem distinção, do Vosso Filho e do Espírito Santo, de maneira que, confessando a verdadeira e eterna Divindade, adoramos a propriedade nas Pessoas, a unidade na Essência e a igualdade na Majestade, a qual louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que não cessam de cantar dizendo a uma só voz: ...
Vere dignum et justum est, aequum et salutáre, nos tibi semper et ubíque grátias ágere : Dómine sancte, Pater omnípotens, aetérne Deus : Qui cum unigénito Filio tuo et Spiritu Sancto unus es Deus, unus es Dóminus : non in uníus singularitáte persónae, sed in uníus Trinitáte substántiae. Quod enim de tua glória, revelánte te, crédimus, hoc de Fílio tuo, hoc de Spíritu Sanco sine differéntia discretiónis sentímus. Ut in confessióne verae sempiternaéque Deitátis, et in persónis propríetas, et in esséntia únitas, et in majestáte adorétur aequálitas. Quam laudant Angeli atque Archángeli, Chérubim quoque ac Séraphim: qui non cessant clamáre quotídie, una voce dicéntes: ...

Sanctus
Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos Exércitos. A Terra e o Céu estão cheios da Vossa glória. Hosana no mais alto dos Céus.
Bendito O que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!
Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra gloria tua. Hosanna in excelsis.
Benedictus, qui venit in nomine Domini. Hosanna in excelsis.

Continuação do Cânon
O celebrante, profundamente inclinado, beija o altar e continua a grande oração sacerdotal.
A vós, Pai clementíssimo, por Jesus Cristo vosso Filho e Senhor nosso, humildemente rogamos e pedimos aceiteis e abençoeis estes dons, estas  dádivas, estas santas oferendas ilibadas.
Te igitur, clementissime Pater, per Jesum Christum Filium tuum, Dominum nostrum, supplices rogamus ac petimus, uti accepta habeas, et benedicas, hæc X dona, hæc X munera, hæc sancta Xsacrificia illibata;
Oração por toda a Igreja, em especial pela hierarquia:
Nós Vo-los oferecemos, em primeiro lugar, pela vossa santa Igreja católica, à qual vos dignai conceder a paz, proteger, conservar na unidade e governar, através do mundo inteiro, e também pelo vosso servo o nosso Papa..., pelo nosso Bispo..., e por todos os (bispos) ortodoxos, aos quais incumbe a guarda da fé católica e apostólica.
In primis, quae tibi offérimus pro Ecclésia tua sancta cathólica: quam pacificáre, custódire, adunáre et régere dignéris toto orbe terrárum: una cum fámulo tuo Papa nostro N. et Antístite nostro N. et ómnibus orthodoxis, atque cathólicae et apostólicae fídei cultóribus.
Momento dos vivos:
Lembrai-vos, Senhor, de vossos servos e servas N. e N., e de todos os que aqui estão presentes, cuja fé e devoção conheceis, e pelos quais vos oferecemos, ou eles vos oferecem, este sacrifício de louvor, por si e por todos os seus, pela redenção de suas almas, pela esperança de sua salvação e de sua conservação, e consagram suas dádivas a vós, o Deus eterno, vivo e verdadeiro.
Memento, Domine, famulorum, famularumque tuarum N. et N. et omnium circumstantium, quorum tibi fides cognita est, et nota devotio, pro quibus tibi offerimus: vel qui tibi offerunt hoc sacrificium laudis pro se, suisque omnibus: pro redemptione animarum suarum, pro spe salutis, et incolumitatis suæ: tibique reddunt vota sua æterno Deo, vivo et vero.
Memória dos Santos:
Unidos na mesma comunhão, veneramos primeiramente a memória da gloriosa e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e Senhor Nosso Jesus Cristo, e também de S. José, o Esposo da mesma Virgem, e dos vossos bem-aventurados Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago, João e Tomé, Tiago, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Xisto, Cornélio, Cipriano, Lourenço, Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e a de todos os vossos santos. Por seus méritos e preces, concedei-nos, sejamos sempre fortalecidos com o socorro de vossa proteção. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Communicantes, et memoriam venerantes, in primis gloriosæ semper Virginis Mariæ, Genitricis Dei et Domini nostri Jesu Christi: sede t beáti Joseph, ejúsdem Viginis Sponsi, et beatorum Apostolorum ac Martyrum tuorum, Petri et Pauli, Andreæ, Jacobi, Joannis, Thomæ, Jacobi, Philippi, Bartholomæi, Matthæi, Simonis, et Thaddæi, Lini, Cleti, Clementis, Xysti, Cornelii, Cypriani, Laurentii, Chrysógoni,Joannis et Pauli, Cosmæ et Damiani, et omnium Sanctorum tuorum; quorum meritis precibusque concedas, ut in omnibus protectionis tuæ muniamur auxilio. Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen.
Estendendo as mãos sobre as oblatas, o celebrante diz:
Por isso, vos rogamos, Senhor, aceiteis favoravelmente a homenagem de servidão que nós e toda a vossa Igreja vos prestamos, firmai os nossos dias em vossa paz, arrancai-nos da condenação eterna, e colocai-nos entre os vossos eleitos. Por Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Hanc igitur oblationem servitutis nostræ, sed et cunctæ familiæ tuæ, quæsumus, Domine, ut placatus accipias: diesque nostros in tua pace disponas, atque ab æterna damnatione nos eripi, et in electorum tuorum jubeas grege numerari.Per Christum Dominum nostrum. Amen.
O celebrante abençoa as oblatas dizendo:
Nós vos pedimos, ó Deus, que esta oferta seja por vós em tudo, abençoada, aprovada, ratificada, digna e aceitável a vossos olhos, afim de que se torne para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso diletíssimo Filho e Senhor Nosso.
Quam oblationem tu, Deus, in omnibus, quæsumus, beneXdictam, adscriXptam, raXtam, rationabilem, acceptabilemque facere digneris: ut nobis CorXpus, et SanXguis fiat dilectissimi Filii tui Domini nostri Jesu Christi.
CONSAGRAÇÃO
Chegou o Celebrante ao momento soleníssimo da Missa. Vai renovar, sob a ordem e com as palavras de Jesus, o Sacrifício da última ceia, sacrifício que o Senhor instituiu para perpetuar de modo incruento o Sacrifício redentor do Calvário. Veneremos e adoremos o Corpo e o Sangue do Senhor, que o Sacerdote nos vai apresentar[1].
Ele, na véspera de sua paixão, tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos, e elevando os olhos ao céu para vós, ó Deus, seu Pai onipotente, dando-vos graças, benzeu-o, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Comei Dele, Todos.
Qui pridie quam pateretur, accepit panem in sanctas ac venerabiles manus suas,et elevatis oculis in cælum ad te Deum Patrem suum omnipotentem, tibi gratias agens, beneXdixit, fregit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et manducate ex hoc omnes.
« Isto é o Meu Corpo »
« Hoc est enim Corpus meum »
Consagração do Cálice:
De igual modo, depois de haver ceado, tomando também este precioso cálice em suas santas e veneráveis mãos, e novamente dando-vos graças, benzeu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e Bebei Dele Todos.
Simili modo postquam cænatum est, accipiens et hunc præclarum Calicem in sanctas ac venerabiles manus suas: item tibi gratias agens, beneXdixit, deditque discipulis suis, dicens: Accipite, et bibite ex eo omnes
« Este é o Cálice do meu Sangue, do novo e eterno Testamento : mistério de fé : que será derramado por vós e por muitos para remissão dos pecados. »
« Hic est enim Calix Sanguinis mei, novi et æterni testamenti : mysterium fidei : qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum. »
Todas as vezes que isto fizerdes, fazei-o em memória de mim.
Hæc quotiescumque fecérit, in mei memóriam faciétis.

Fórmula da oblação
O celebrante continua depois as orações do Cânon:
Por esta razão, Senhor, nós, vossos servos, com o vosso povo santo, lembrando-nos da bem-aventurada Paixão do mesmo Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso, assim como de sua Ressurreição, saindo vitorioso do sepulcro, e de sua gloriação Ascensão aos céus, oferecemos à vossa augusta Majestade, de vossos dons e dádivas, a Hóstia  pura, a Hóstia  santa, a Hóstia  imaculada, o Pão  santo da vida eterna, e o Cálice da salvação  perpétua.
Unde et memores, Domine, nos servi tui sed et plebs tua sancta, eiusdem Christi Filii tui Domini nostri tam beatæ Passionis, nec non et ab inferis Resurrectionis, sed et in cælos gloriosæ Ascensionis: offerimus præclaræ maiestati tuæ de tuis donis ac datis, hostiam Xpuram, hostiam X sanctam, hostiam X immaculatam, Panem Xsanctum vitæ æternæ, et Calicem X salutis perpetuæ.
Sobre estes dons, vos pedimos digneis lançar um olhar favorável, e recebê-los benignamente, assim como recebeste as ofertas do justo Abel, vosso servo, o sacrifício de Abraão, pai de nossa fé, e o que vos ofereceu vosso sumo sacerdote Melquisedeque, Sacrifício santo, Hóstia imaculada.
Supra quæ propitio ac sereno vultu respicere digneris; et accepta habere, sicuti accepta habere dignatus es munera pueri tui justi Abel, et sacrificium Patriarchæ nostri Abrahæ: et quod tibi obtulit summus sacerdos tuus Melchisedech, sanctum sacrificium, immaculatam hostiam.
Profundamente inclinado, o celebrante diz:
Suplicantes vos rogamos, ó Deus onipotente, que, pelas mãos de vosso santo Anjo, mandeis levar estas ofertas ao vosso Altar sublime, à presença de vossa divina Majestade, para que, todos os que, participando deste altar, recebermos o sacrossanto Corpo, e Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de toda a bênção celeste e da Graça.Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.
Supplices te rogamus, omnipotens Deus, jube hæc perferri per manus sancti Angeli tui in sublime altare tuum, in conspectu divinæ majestatis tuæ: ut quoquot ex hac altaris partecipatione sacrosanctum Filii tui CorXpus, et SanXguinem sumpserimus, omni benedictione cælesti et gratia repleamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

Momento dos defuntos:
Lembrai-vos, também, Senhor, de vossos servos e servas (NN. e NN.), que nos precederam, marcados com o sinal da fé, e agora descansam no sono da paz.
A estes, Senhor, e a todos os mais que repousam em Jesus Cristo, nós vos pedimos, concedei o lugar do descanso, da luz e da paz. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém
Memento etiam, Domine, famulorum famularumque tuarum N. et N. qui nos præcesserunt cum signo fidei, et dormiunt in somno pacis.
Ipsis, Domine, et omnibus in Christo quiescentibus, locum refrigerii, lucis et pacis, ut indulgeas, deprecamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.
O celebrante bate no peito, dizendo:
Também a nós, pecadores, vossos servos, que esperamos na vossa infinita misericórdia, dignai-vos conceder um lugar na comunidade de vossos santos Apóstolos e Mártires: João, Estevão, Matias, Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino, Pedro, Felicidade, Perpétua, Águeda, Luzia, Inês, Cecília, Anastácia, e com todos os vossos Santos. Unidos a eles pedimos, vos digneis receber-nos, não conforme nossos méritos mas segundo a vossa misericórdia.Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.
Nobis quoque peccatoribus, famulis tuis, de multitudine miserationum tuarum sperantibus, partem aliquam, et societatem donare digneris, tuis sanctis Apostolis et Martyribus: cum Joanne, Stephano, Matthia, Barnaba, Ignatio, Alexandro, Marcellino, Petro, Felicitate, Perpetua, Agatha, Lucia, Agnete, Cæcilia, Anastasia, et omnibus Sanctis tuis: intra quorum nos consortium non æstimator meriti, sed veniæ, quæsumus, largitor admitte. Per Christum Dominum nostrum.
DOXOLOGIA FINAL
Por Ele, ó Senhor, sempre criais, santificais, vivificais, abençoais, e nos concedeis todos estes bens.
Per quem hæc omnia Domine, semper bona creas, sanctiXficas, viviXficas, beneXdicis, et præstas nobis.
Por Ele, com Ele e Nele, a Vós, Deus Pai  onipotente, na unidade doEspírito Santo, toda a honra e toda a glória
Per X ipsum, et cum X ipso, et in X ipso, est tibi Deo Patri Xomnipotenti, in unitate X Spiritus Sancti, omnis honor et gloria.
O celebrante termina em voz alta:
Por todos os séculos dos séculos
Per omnia sæcula sæculorum
R. Amém.
.R. Amen.
  
COMUNHÃO
Pater Noster
O Sacrifício já se ofereceu. Deus aceitou-o, deixou-se apaziguar, e vai-Se-nos dar a Si mesmo em Cristo na Santa Comunhão. O Celebrante prepara-se e recita a oração dominical, e pede a Deus que nos dê o pão de cada dia e as disposições de caridade para com Ele e o próximo indispensáveis para bem comungar. Porque receber a Sagrada Eucaristia é apertar os laços que nos unem com Jesus e com o Seu corpo místico:
OREMOS. Instruídos com estes preceitos salutares e com esta divina doutrina, ousamos dizer:
OREMUS.Præceptis salutaribus moniti, et divina institutione formati, audemus dicere:
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, e perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação,
Pater noster, qui es in cælis: sanctificetur nomen tuum: adveniat regnum tuum: fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra. Panem nostrum quotibianum da nobis hodie, et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris. Et ne nos inducas in tentationem,
R. Mas livrai-nos do mal.
R. Sed libera nos a malo.
O celebrante diz Amém em voz baixa, e continua:
Livrai-nos de todos os males, ó Pai, passados, presentes e futuros, e pela intercessão da bem-aventurada e gloriosa sempre Virgem Maria, dos vossos bem-aventurados apóstolos, Pedro, Paulo, André e todos os Santos, dai-nos propício a paz em nossos dias, para que, por vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado, e preservados de toda a perturbação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo,
Libera nos, quæsumus, Domine, ab omnibus malis, præteritis, præsentibus, et futuris: et intercedente beata et gloriosa semper Virgine Dei Genitrice Maria, cum beatis Apostolis tuis Petro et Paulo, atque Andrea, et omnibus Sanctis,  da propitius pacem in diebus nostris:  ut ope misericordiæ tuæ adiuti, et a peccato simus semper liberi, et ab omni perturbatione securi. Per eumdem Dominum nostrum Jesum Christum, Filium tuum. Qui tecum vivit et regnat in unitate Spíritus Sanctis Deus,
Por todos os séculos dos séculos.
Per ómnia saecula saeculórum.
R. Amém
R. Amen

Fração da Hóstia
Jesus « pacifica todas as coisas com o Seu sangue ». – O Celebrante divide a Hóstia em três partes, e com um pequeno bocado faz por três vezes o sinal da cruz sobre o cálice, desejando aos fiéis a paz de Cristo:
A paz  do Senhor seja sempre convosco.
Pax X Domini X sit semper vobisXcum.
R. E com o vosso Espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Que esta união e consagração do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo aproveite para a vida eterna àqueles que dela participamos. Amém.
Hæc commixtio et consecratio Corporis et Sanguinis Domini nostri Jesu Christi fiat accipientibus nobis in vitam æternam. Amen.

Agnus Dei
O celebrante bate três vezes no peito, dizendo (Nas Missas de Defuntos o misereré nobis é substituído por dona eis réquiem e na última vez ajunta-se sempitérnam : dai-lhes o descanso eterno):
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
R. Dai-nos a paz.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi,
R. Dona nobis pacem.
Inclinado, recita a oração seguinte, pela paz da Igreja,
Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz": não olheis os meus pecados, mas para a fé da vossa Igreja; dai-lhe, a paz e a unidade, segundo a vossa misericórdia. Vós que sendo Deus, viveis e reinais, em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Domine Jesu Christe, qui dixisti Apostolis tuis: Pacem relinquo vobis, pacem meam do vobis: ne respicias peccata mea, sed fidem Ecclesiæ tuæ: eamque secundum voluntatem tuam pacificare et coadunare digneris: qui vivis et regnas Deus, per omnia sæcula sæculorum. Amen.
Preparação para a Comunhão
Inclinado sobre o altar, o celebrante recita as duas orações seguintes, como preparação imediata para a Comunhão:
Senhor Jesus Cristo, filho de Deus vivo, que por vontade do Pai, cooperando com o Espírito Santo, por vossa morte destes a vida ao mundo. Livrai-me, por este vosso sacrossanto Corpo e por vosso Sangue, de todos os meus pecados e de todos os males. E, fazei que eu observe sempre os vossos preceitos, e nunca me afaste de Vós, que, sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Domine Jesu Christe, Fili Dei vivi, qui ex voluntate Patris, cooperante Spiritu Sancto, per mortem tuam mundum vivificasti: libera me per hoc sacrosanctum Corpus et Sanguinem tuum ab omnibus iniquitatibus meis, et universis malis: et fac me tuis semper inhærere mandatis, et a te numquam separari permittas. Qui cum eodem Deo Patre et Spiritu Sancto vivis et regnas Deus in sæcula sæculorum. Amen.
Este vosso Corpo, Senhor Jesus Cristo, que eu, que sou indigno, ouso receber, não seja para mim causa de juízo e condenação, mas por vossa misericórdia, sirva de proteção e defesa à minha alma e ao meu corpo, e de remédio aos meus males. Vós, que sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Perceptio Corporis tui, Domine Jesu Christe, quod ego, indignus sumere præsumo, non mihi proveniat in judicium et condemnationem; sed pro tua pietate prosit mihi ad tutamentum mentis et corporis, et ad medelam percipiendam. Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia sæcula sæculorum. Amen.


Comunhão do celebrante
O celebrante genuflecte e pegando depois na sagrada Hóstia, diz:
Receberei o Pão do céu e invocarei o nome do Senhor:
Panem cælestem accipiam, et nomen Domini invocabo.
Em seguida bate três vezes no peito, dizendo:
Senhor, eu não sou digno, de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva.
Domine, non sum dignus,  ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
Faz sobre si o sinal da cruz com a sagrada Hóstia, antes de a comungar:
O Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo guarde a minha alma para a vida eterna. Amém.
Corpus Domini nostri Jesu Christi custodiat X animam meam in vitam æternam. Amen.
Recolhe-se por uns instantes, e depois recita os seguintes versículos:
Que retribuirei ao Senhor por tudo o que me tem concedido? Tomarei o Cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Invocarei o Senhor louvando-O, e ficarei livre de meus inimigos.
Quid retribuam Domino pro omnibus quæ tribuit mihi?Calicem salutaris accipiam, et nomen Domini invocabo.Laudans invocabo Dominum, et ab inimicis meis salvus ero.
Toma o preciosíssimo Sangue, fazendo antes sobre si o sinal da cruz, dizendo:
O Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo  guarde a minha alma para a vida eterna. Amém.
Sanguis Domini nostri Jesu Christi X custodiat animam meam in vitam æternam. Amen.

Comunhão dos fiéis
Os fiéis, ou o acólito por eles, recitam o CONFITEOR:
Eu pecador me confesso a Deus todo-poderoso,à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado são Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e São Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, porque pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, (bate-se por três vezes no peito) por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos santos apóstolos São Pedro e são Paulo, a todos os Santos e a vós, Padre, que rogueis a Deus Nosso Senhor por mim.
Confiteor Deo omnipotenti, beatæ Mariæ semper Virgini, beato Michæli Archangelo, beato Joanni Baptistæ, sanctis Apostolis Petro et Paulo, omnibus Sanctis, et tibi, pater: quia peccavi nimis cogitatione, verbo, et opere:  mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michælem Archangelum, beatum Joannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, omnes Sanctos, et te, pater, orare pro me ad Dominum Deum nostrum.
Voltando-se para os fiéis, o celebrante diz:
Que Deus onipotente se compadeça de vós, e perdoando os vossos pecados, vos conduza à vida eterna.
Misereatur vestri omnipotens Deus, et dimissis peccatis vestris, perducat vos ad vitam æternam.
R. Amém.
R. Amen.
Indulgência , absolvição, e remissão dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor onipotente e misericordioso.
Indulgentiam X absolutionem, et remissionem peccatorum nostrorum, tribuat nobis omnipotens et misericors Dominus:
R. Amém.
R. Amen.
O celebrante volta-se para o altar, genuflecte e voltando-se pra os assistentes ergue a Hóstia, dizendo:
Eis o Cordeiro de Deus; eis O que tira os pecados do mundo.
Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi.
E em seguida, três vezes:
Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e a minha alma será salva.
Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum: sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.
Ao dar a cada fiel a Sagrada Comunhão, diz:
O Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo , guarde tua alma para a vida eterna. Amem.
Corpus Domini nostri Jesu Christi X custodiat animam tuam in vitam æternam. Amen.
Abluções
O celebrante purifica primeiro o cálice e depois os dedos, e toma as abluções. Enquanto isso vai dizendo:
Fazei Senhor, que com o espírito puro, conservemos o que a nossa boca recebeu. E, que desta dádiva temporal, nos venha remédio para a eternidade.
Quod ore sumpsimus, Domine, pura mente capiamus, et de munere temporali fiat nobis remedium sempiternum.
Concedei, Senhor, que vosso Corpo e vosso Sangue que recebi, me absorvam intimamente, e fazei que, restabelecido por estes puros e santos Sacramentos, não fique em mim mancha alguma de culpa. Vós, que sendo Deus, viveis e reinais com Deus Pai e o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Corpus tuum, Domine, quod sumpsi, et Sanguis, quem potavi, adhæreat visceribus meis: et præsta; ut in me non remaneat scelerum macula, quem pura et sancta refecerunt Sacramenta. Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum. Amen.
Limpa o cálice e deixa-o, coberto, no meio do altar.
Antífona da Comunhão
O celebrante passa para o lado direito do altar, e recita a antífona da Comunhão.
9 - VER MISSA DO DIA
O Senhor seja convosco.
Dominus vobiscum.
R. E com o vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Pós Comunhão
Orémus:
10 - VER MISSA DO DIA
Conclusão:
...por todos os séculos dos séculos.
R. Amém.
...per ómnia saécula saeculorum.
R. Amen
Final da Missa
O celebrante volta ao meio do altar, beija-o, e, voltando-se para os fiéis saúda-os:
O Senhor seja convosco
Dominus vobiscum.
R. E com o vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Ide, a Missa acabou.
Ite, Missa est.
R. Demos graças a Deus.
R. Deo gratias.
Voltando-se para o altar, recita a seguinte oração:
Seja-vos agradável, ó Trindade santa, a oferta de minha servidão, afim de que este sacrifício que, embora indigno aos olhos de vossa Majestade, vos ofereci, seja aceito por Vós, e por vossa misericórdia, seja propiciatório para mim e para todos aqueles por quem ofereci. Por Cristo Jesus Nosso Senhor. Amém.
Placeat tibi, sancta Trinitas, obsequium servitutis meæ: et præsta, ut sacrificium quod oculis tuæ maiestatis indignus obtuli, tibi sit acceptabile, mihique, et omnibus pro quibus illud obtuli, sit, te miserante, propitiabile. Per Christum Dominum nostrum. Amen.
Beija o altar, volta-se para a assistência, e dá a bênção, dizendo:
Abençoe-vos o Deus onipotente, Pai, e Filho,  e Espírito Santo.
Benedicat vos omnipotens Deus: Pater, et Filius, X et Spiritus Sanctus.
R. Amém.
R. Amen.
ÚLTIMO EVANGELHO
O celebrante passa para o lado esquerdo do altar e recita, como último Evangelho, o princípio do Evangelho de S. João:
O Senhor seja convosco.
V.Dominus vobiscum.
R. E com o vosso espírito.
R. Et cum spiritu tuo.
Início do santo Evangelho, segundo São João
Initium sancti Evangelii X secundum Joannem.
R. Glória a Vós, Senhor.
R. Gloria tibi, Domine.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.Ele estava no princípio com Deus Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João Este veio como Testemunha para dar testemunho da luz, afim de que todos cressem por meio dele. Não era Ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Ali estava a Luz verdadeira, a que ilumina a todo o homem que vem a este mundo Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que creem no seu Nome;Os quais não nasceram do sangue, nem do desejo da carne, nem da vontade do homem, mas nasceram de Deus.(ajoelha-se) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória própria do Filho Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
In principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum, et Deus erat Verbum. Hoc erat in principio apud Deum. Omnia per ipsum facta sunt, et sine ipso factum est nihil quod factum est; in ipso vita erat, et vita erat lux hominum; et lux in tenebris lucet, et tenebræ eam non comprehenderunt. Fuit homo missus a Deo cui nomen erat Joannes. Hic venit in testimonium, ut testimonium perhiberet de lumine, ut omnes crederent per illum. Non erat ille lux, sed ut testimonium perhiberet de lumine. Erat lux vera quæ illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum. In mundo erat, et mundus per ipsum factus est et mundus eum non cognovit. In propria venit, et sui eum non receperunt. Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri; his qui credunt in nomine ejus, qui non ex sanguinibus, neque ex voluntate carnis, neque ex voluntate viri, sed ex Deo nati sunt. (ajoelha-se) Et Verbum caro factum est, et habitavit in nobis: et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi Unigeniti a Patre, plenum gratiæ et veritatis.
R. Demos graças a Deus.
R. Deo gratias.
ORAÇÕES NO FIM DA MISSA
De joelhos diante do altar, o celebrante diz com os fiéis as seguintes preces prescritas pelo papa Leão XIII e por Pio XI enriquecidas de indulgências (10 anos). Este último papa mandou que se rezassem pela conversão da Rússia.
Ave Maria (três vezes)
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Ave María, grátia plena, Dóminus técum, benedícta tu in muliéribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatóribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amém

Salve Rainha
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!
A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva.
A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce sempre Virgem Maria!
Salve Regína, Mater Misericórdia, vita, dulcédo et spes nostra salve.
Ad te clamámus, éxsules fílii Evæ.
Ad te suspirámus gementes et flentes in hac lacrimárum valle.
Eia ergo, advocate nostra, illos tuos misericórdes óculos ad nos converte.
Et Jesum, benedíctum fructum ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus
Ora pro nobis Sancta Dei Génitrix
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo
R: Ut digni efficiámur promissionibus Christi.
Oremos:
Deus, nosso refúgio e fortaleza, olhai propício para o povo que a Vós clama; e, pela intercessão da gloriosa e imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, de S. José, seu Esposo, dos vossos bem-aventurados Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e de todos os Santos, ouvi misericordioso e benigno as preces que Vos dirigimos para a conversão dos pecadores, para a liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja. Pelo mesmo Jesus Cristo Senhor Nosso.
Orémus:
Deus, refugium nostrum et virtus, populum ad te clamantem propitius respice; et intercedente gloriosa et imaculata Virgine Dei Genitrice Maria, cum beato Joseph, ejus sponso, ac beatis apostolis tuis Petro et Paulo, et omnibus sanctis, quas pro conversione peccatorum, pro libertate et exaltatione sanctæ Matris Ecclesiæ, preces effundimus, misericors et benignus exaudi. Per eumdem Christum Dominum nostrum.
R: Amém
R: Amen
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemene o pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.
R: Amém
R: Amen
S. Pio X pediu se ajuntasse três vezes a seguinte jaculatória:
Sacratíssimo Coração de Jesus
Cor Jesu sacratíssimum
R. Tende piedade de nós.
R: Miserere nobis
   
Cânticos diversos
Adoro te devote:
Com devoção Te adoro, oculta Divindade,
Em verdade escondida sob estas figuras.
A Ti meu coração todo se confia,
Porque ao contemplar-Te cai e desfalece.
A vista, o gosto e o tato em Ti já nada alcançam, Mas só de ouvido eu creio e tenho fé, Pois creio no que disse o Filho do Deus vivo; E nada há mais verdadeiro que a palavra da Verdade.
Na cruz somente estava oculta a Divindade
Mas aqui também o está a humanidade;
Contudo creio e confesso uma e outra,
E peço o que pedia o ladrão arrependido.
Como Tomé, não vejo as chagas,
Contudo Te confesso por meu Deus.
Dá-me ter sempre crença em Ti,
Maior esperança e maior amor!
Ó memorial da morte do Senhor!
Pão vivo que ao homem dás a vida.
Que a minha alma sempre de Ti viva,
Doce lhe seja sempre o Teu sabor.
Pio pelicano, bom Jesus,
Imundo sou, purifica-me em Teu sangue
De que uma gota só pode limpar
O mundo todo de qualquer pecado.
Jesus, a quem oculto agora vejo,
Dá-me, peço-Te, o que tanto aspiro
E é, de face já sem véus,
Na glória contemplar-Te eternamente.
Amén.
Adoro te devote,
latens, Deitas,
Quae sub his figuris vere latitas;
Tibi se cor meum totum subiicit,
Quia te contemplans, totum deficit.
Visus, tactus, gustus in te fallitur.
Sed auditu solo tuto creditur;
Credo quidquid dixit Dei Filius,
Nil hoc verbo veritatis verius.
In Cruce latebat sola Deitas.
At hic latet simul et humanitas;
Ambo tamen credens, atgue confitens,
Peto quod petivit latro paenitens.

Plagas, sicut Thomas, non intueor,
Deum tamem meum te confiteor;
Fac me tibi semper magis credere.
In te spem habere, te diligere.
O memoriale mortis Domini,
Panis vivus vitam praestans homini:
Praesta meae menti de te vivere,
Et te illi semper dulce sapere.
Pie pellicane Iesu Domine,
Me immundum munda tuo Sanguine:
Cuius una stilla salvum facere
Totum mundum quit ab omni scelere.
Iesu, quem velatum nunc aspicio,
Oro, fiat illud, quod tam sitio,
Ut te revelata cernes facie,
Visu sim beatus tuae gloriae.
Amem.
Pange lingua:
Canta, ó língua minha, o mistério do Corpo glorioso e do Sangue precioso, que o Rei dos povos, filho da mais nobre das mães,
derramou em resgate do mundo. Foi-nos dado e para nós nasceu da Virgem toda pura; e depois de viver na Terra, espalhando a semente da verdade, pôs termo ao seu exílio com uma obra digna de eterno louvor.
Na noite da última ceia, estando sentado com os discípulos, e depois de ter cumprido com eles as prescrições legais acerca do banquete pascal, deu-se por suas próprias mãos aos Doze em alimento. O Verbo incarnado converteu com uma só palavra a sua carne em verdadeiro pão e em sangue de Cristo se converte o vinho. E ainda que isto não compreendamos com a nossa humana inteligência, a fé só é bastante para convencer os corações puros.
Tantum ergo Sacramentum:
Na presença, pois, dum
sacramento tão grande, prostremonos
por terra e adoremos. Que os
velhos símbolos deem lugar ao
novo rito e que a fé ilumine e
complete o que falta nos sentidos
para entender.
Seja pois dado ao Pai e ao Filho
louvor, glória e império, e Ao que
de Ambos procede retribuamos
igual louvor. Amén.
Pange lingua
gloriósi Córporis mystérium,Sanguinísque pretiósi, Quem in mundi prétium Fructus ventris generósi Rex effúdit géntium.
Nobis datus, nobis natus Ex intácta Vírgine,
Et in mundo conversátus, Sparso verbi sémine,
Sui moras incolátus Miro clausit órdine.


In suprémae nocte coenae Recúmbens cum frátribus, Observáta lege plene
Cibis in legálibus, Cibum turbae duodénae
Se dat suis mánibus.
Verbum caro, panem verum Verbo carnem éfficit;
Fit sanguis Christi merum;
Et si sensus déficit, Ad firmándum cor sincérum
Sola fides súfficit.
Tantum ergo Sacramentum,
Veneremur cernui
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui
Praestet fides supplementum
Sensum defectui.
Genitori, Genitoque
Laus et jubilatio
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio. Amen.
Jesu dulcis memória:
É doce a lembrança de Jesus, e dá
as verdadeiras alegrias do
coração: Mais doce, porém, que o
mel e que tudo é a doçura da Sua
presença.
Nada se canta mais suave, Nada se
ouve mais melodioso, Nada se
pensa mais doce, Do que Jesus,
Filho de Deus.
Ó Jesus, esperança dos
arrependidos: Como sois caridoso
para os que Vos imploram! Como
sois bondoso para os que Vos
procuram! O que sereis, então,
para os que Vos encontram?
Ó Jesus de doce coração,
Fonte de vida, luz do intelecto, que
excede todas as alegrias e todos os
desejos.
Não há palavra que o diga, Nem
letra que o saiba exprimir: Só
quem experimentou pode crer, O
que seja amar Jesus.
Ó Jesus glória dos anjos,
Doce canto dourado,
Desejo do mel dos méis,
Néctar dos céus no coração.
Sede, Jesus, nossa alegria, Vós que
haveis de ser nosso prêmio: Que a
nossa glória repouse em Vós Por
todos os séculos dos séculos.
Amém.

Jesu dulcis memoria,
Dans vera cordis gaudia,
Sed super mel et omnia,
Ejus dulcis praesentia.

Nil canitur suavius,
Nil auditur jucundius,
Nil cogitatur dulcius
Quam Jesus, Dei Filius.
Jesu spes poenitentibus,
Quam pius es petentibus!
Quam bonus te quaerentibus!
Sed quid invenientibus?

Jesu dulcedo cordium,
Fons vitae, lumen mentium,
Excedit omne gaudium,
Et omne desiderium.
Nec lingua valet dicere,
Nec littera exprimere:
Expertus potest credere,
Quid sit Jesum diligere.
Jesu decus angelicum,
In aure dulce canticum,
In ore mel melificum,
In corde nectar coelicum.
Sis, Jesu nostrum gaudium,
Qui es futurus praemium:
Sit nostra in te gloria,
Per cuncta semper saecula.
Amen.
Ave Regina:
Ave, ó Rainha dos Céus, ave ó
Senhora dos Anjos, salve, ó
rebento de Jessé, salve ó porta
por onde veio ao mundo a luz
salvadora. Exulta, ó Virgem
gloriosa, de beleza sem igual.
Eu Te saudo, ó formosura
soberana, roga a Cristo por
nós.
-Dignai-Vos aceitar, Senhora,
os meus louvores.
-E dai-me coragem para
combater os Vossos inimigos.
Regina Caeli:
Rainha do Céu, regozijai-Vos,
aleluia. Porque Aquele que
merecestes trazer no seio,
aleluia, ressuscitou como
dissera, aleluia. Rogai a Deus
por nós, aleluia.
-Exultai e regozijai-Vos, ó
Virgem Maria, aleluia.
-Porque o Senhor ressuscitou
verdadeiramente, aleluia.
Ave Verum:
Ave corpo verdadeiro, da Virgem
Maria nascido, Que pelo homem
padeceu e foi imolado na cruz. De
seu lado trespassado manou água
e sangue. Oxalá nós o bebamos na
hora da nossa morte. Ó doce
Jesus, Ó piedoso Jesus, Ó Jesus,
filho de Maria!
Ave Regina
cælórum, Ave Dómina
Angelórum. Salve radix, salve
porta, Ex qua mundo lux est
orta: Gaude Virgo gloriósa,
Super omnes speciósa: Vale, o
valde decóra, Et pro nobis
Christum exóra.
-Dignaré me laudáre te, Virgo
sacráta.
-Da mihi virtútem contra
hostes tuos.
Regina Caeli,
laetare, alleluia:
Quia quem meruisti portare,
alleluia:
Resurrexit, sicut dixit, alleluia.
Ora pro nobis Deum, alleluia.
-Gaude et laetare, Virgo
Maria, alleluja.
-Quia surrexit Dominus vere,
alleluja.
Ave Verum
Corpus natum de María
Vírgine. Vere passum,
immolátum in cruce pro
hómine. Cujus latus
perforátum fluxit aqua et
sánguine. Esto nobis
prægustátum mortis in
exámine. O Jesu dulcis, O Jesu
pie, O Jesu, fili Maríæ.

domingo, 21 de setembro de 2014

I - INTRODUÇÃO AO DIÁLOGO COM DEUS PAI.

I - INTRODUÇÃO AO DIÁLOGO COM DEUS


 PAI

1 . CATARINA EM VIGÍLIA NOTURNA


1.1 - É pelo amor que o homem se une a Deus.


   Estava certa pessoa arrebatada em grandíssimo desejo da glória divina e da salvação dos homens...Exercitara-se durante algum tempo na prática da virtude, vivendo habitualmente na cela do autoconhecimento para melhor conhecer a Deus presente em si mesma. Quem ama procura seguir a Verdade e revestir-se dela. Não existe, porém, melhor modo de saborear a Verdade e de ser por ela iluminado, que a oração humilde e contínua, baseada no conhecimento de si e de Deus. Tal oração une o homem a Deus nas pegadas de Cristo crucificado; identifica-o com ele no desejo, na afeição, na união amorosa. Jesus parece afirmar tudo isso quando diz: "Quem ama guarda as minhas palavras e eu me manifestarei a ele; será uma só coisa comigo e eu com ele (Jo 14,21; 17,21). Em outras passagens bíblicas, ainda, encontramos expressões semelhantes, que revelam ser verdade o seguinte: pelo amor, o homem torna-se um outro Cristo!

   Para explicar-me melhor, recordo de ter ouvido de uma serva de Deus que, estando em oração, o Senhor não lhe ocultou seu amor pelos seus servidores, mas lho revelou dizendo entre outras coisas: "Usa a tua fé e fixa o pensamento em mim; verás a dignidade e a beleza do homem! Mas além da beleza que lhe provém da criação, presta atenção nestes que estão revestidos com a roupa nupcial da caridade, adornados com tantas e tão belas virtudes. Eles se acham unidos a mim pelo amor. Se me perguntares quem são - assim continuava o doce e amoroso Verbo - direi que são outro eu. Eles destruíram a vontade própria, revestiram-se da minha vontade, uniram-se a ela, a ela se conformaram". Realmente, é pelo amor que o homem se une a Deus.


1.2 - As quatro petições


   Desejando conhecer e seguir mais virilmente a Verdade, aquela serva elevou a Deus o seu anseio: primeiramente por si mesma, convencida de que ninguém pode ser de fato, útil aos demais através do ensino, do exemplo e da oração, se não cuidar de si pela aquisição das virtudes. Ela fez quatro petições ao Pai eterno: a primeira por si mesma; a segunda, pela reforma da santa Igreja; a terceira, de caráter geral, pelo mundo todo, sobretudo em favor da pacificação dos cristãos rebeldes que tanto pecam e prejudicam a santa Igreja; na quarta, rogava à Providência divina que cuidasse de todos, sobretudo de um caso particular.


1.3 - Catarina se oferece como vítima


   O ardor era grande, contínuo. E aumentou ainda mais quando a Verdade Primeira lhe revelou as necessidades do mundo, mostrando-lhe a sua confusão e pecados. Também uma carta do diretor espiritual¹ falava de sofrimentos e dor intoleráveis, por causa das ofensas cometidas contra Deus, da condenação eterna de muitos e da perseguição contra a santa Igreja. Tudo isso lhe acendia a chama do desejo santo, num misto de tristeza pelos pecados e de alegria pela esperança de que Deus haveria de dar solução a tantos males.

   Como considerasse a eucaristia como o meio mais apto para a união do homem com Deus e maior conhecimento da Verdade - pois na comunhão o homem se acha em Deus e Deus no homem, como peixe no mar e o mar no peixe - aquela serva ansiava pela aurora a fim de ir à missa. Era um sábado, o dia de Maria. Amanheceu. Na hora da missa, sentiu um desejo imenso. Com profundo conhecimento de si, envergonhava-se da própria imperfeição. Parecia-lhe ser a causa de todos os males do mundo. Por essa razão odiava-se com santa justiça, desprezava-se. Esse conhecimento, ódio, justiça, purificaram-na dos pecados que julgava ter, e que de fato lhe estavam na alma.
   Dizia: "Ó eterno Pai, dirijo-me a ti para que castigues meus defeitos neste mundo. E porque, pelas minhas faltas, sou a responsável dos sofrimentos que meu próximo padece, rogo-te que bondosamente te desagraves em mim.

sábado, 16 de agosto de 2014

The Assumption of the Blessed Virgin Mary

The Assumption of the Blessed Virgin Mary Mass Propers:
Saint Tarcisius, Martyr:
Double of I Class with common Octave, White:

Introit



 Apoc. 12: 1


Signum magnum appáruit in cælo: múlier amícta sole, et luna sub pédibus ejus, et in cápite ejus coróna stellárum duódecim. 


And there appeared a great wonder in heaven; a woman clothed with the sun, and the moon under her feet, and upon her head a crown of twelve stars.


Ps. 97: 1


Cantáte Dómino cánticum novum:  quia mirabília fecit. Ps. 97: 1.  O sing unto the Lord a new song; for he hath done marvellous things.


The Collect


Omnípotens sempitérne Deus, qui Immaculátam Vírginem Maríam, Fílii tui Genitrícem, córpore et ánima ad cæléstem glóriam assumpsísti: concéde, quæsumus; ut ad supérna semper inténti, ipsíus glóriæ mereámur esse consórtes.  Per eúmdem Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus, per ómnia sæcula sæculórum.


Almighty and everlasting God, who hast taken up into heavenly glory both the body and soul of the Mother of thy Son, the immaculate Virgin Mary: grant, we beseech thee; that we may in such wise set our affections on things above; that we may finally attain unto fellowship with her in glory.  Through the same Jesus Christ thy Son our Lord, who liveth and reigneth with thee, in the unity of the Holy Ghost, ever one God, world without end.


The Epistle


Judith 13:22-25; 15:10


 [22] Universi autem adorantes Dominum, dixerunt ad eam: Benedixit te Dominus in virtute sua, quia per te ad nihilum redegit inimicos nostros. [23] Porro Ozias princeps populi Israel dixit ad eam: Benedicta es tu, filia, a Domino Deo excelso prae omnibus mulieribus super terram. [24] Benedictus Dominus, qui creavit caelum et terram, qui te direxit in vulnera capitis principis inimicorum nostrorum: [25] quia hodie nomen tuum ita magnificavit, ut non recedat laus tua de ore hominum, qui memores fuerint virtutis Domini in aeternum, pro quibus non pepercisti animae tuae propter angustias et tribulationem generis tui, sed subvenisti ruinae ante conspectum Dei nostri. [10] Quae cum exisset ad illum, benedixerunt eam omnes una voce, dicentes: Tu gloria Jerusalem; tu laetitia Israel; tu honorificentia populi nostri:


 [22] And they all adored the Lord, and said to her: The Lord hath blessed thee by his power, because by thee he hath brought our enemies to nought. [23] And Ozias the prince of the people of Israel, said to her: Blessed art thou, O daughter, by the Lord the most high God, above all women upon the earth. [24] Blessed be the Lord who made heaven and earth, who hath directed thee to the cutting off the head of the prince of our enemies. [25] Because he hath so magnified thy name this day, that thy praise shall not depart out of the mouth of men who shall be mindful of the power of the Lord for ever, for that thou hast not spared thy life, by reason of the distress and tribulation of thy people, but hast prevented our ruin in the presence of our God.

 [10] And when she was come out to him, they all blessed her with one voice, saying: Thou art the glory of Jerusalem, thou art the joy of Israel, thou art the honour of our people:

The Gradual and Alleluia


Audi, fília, et vide, et inclína aurem tuam: et concupíscet Rex pulchritúdinem tuam


Hearken, O daughter, consider, and incline thine ear; so shall the King have pleasure in thy beauty;


V.  Tota decóra ingréditur fília regis, textúræ áureæ sunt amíctus ejus. 


V.  All glorious is the daughter of the king as she doth enter; her raiment is threaded with spun gold.


Allelúja, allelúja.  V.  Assúmpta est María in cælum:  gaudet exércitus Angelórum.  Allelúja. 


Alleluia, alleluia.  V.  Mary is taken up into heaven, the company of the Angels is joyful.  Alleluia.


The Gospel


Luke 1: 41-50


.


[41] Et factum est, ut audivit salutationem Mariae Elisabeth, exsultavit infans in utero ejus: et repleta est Spiritu Sancto Elisabeth: [42] et exclamavit voce magna, et dixit: Benedicta tu inter mulieres, et benedictus fructus ventris tui. [43] Et unde hoc mihi, ut veniat mater Domini mei ad me? [44] Ecce enim ut facta est vox salutationis tuae in auribus meis, exsultavit in gaudio infans in utero meo. [45] Et beata, quae credidisti, quoniam perficientur ea, quae dicta sunt tibi a Domino.


[46] Et ait Maria: Magnificat anima mea Dominum: [47] et exsultavit spiritus meus in Deo salutari meo. [48] Quia respexit humilitatem ancillae suae: ecce enim ex hoc beatam me dicent omnes generationes, [49] quia fecit mihi magna qui potens est: et sanctum nomen ejus, [50] et misericordia ejus a progenie in progenies timentibus eum.



[41] And it came to pass, that when Elizabeth heard the salutation of Mary, the infant leaped in her womb. And Elizabeth was filled with the Holy Ghost: [42] And she cried out with a loud voice, and said: Blessed art thou among women, and blessed is the fruit of thy womb. [43] And whence is this to me, that the mother of my Lord should come to me? [44] For behold as soon as the voice of thy salutation sounded in my ears, the infant in my womb leaped for joy. [45] And blessed art thou that hast believed, because those things shall be accomplished that were spoken to thee by the Lord.


[46] And Mary said: My soul doth magnify the Lord. [47] And my spirit hath rejoiced in God my Saviour. [48] Because he hath regarded the humility of his handmaid; for behold from henceforth all generations shall call me blessed. [49] Because he that is mighty, hath done great things to me; and holy is his name. [50] And his mercy is from generation unto generations, to them that fear him.


The Offertory


Gen. 3: 15


Inimicítias ponam inter te et mulíerem, et semen tuum et Semen illíus. 


I will put enmity between thee and the woman, and between thy seed and her seed.


The Secret:


Ascéndat ad te, Dómine, nostræ devotiónis oblátio, et, beatíssima Vírgine María in cælum assúmpta intercedénte, corda nostra, caritátis igne succénsa, ad te júgiter adspírent.  Per Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus. 


May the offering of our devotion rise up unto thee, O Lord, and by the intercession of the most blessed Virgin Mary, who hath been assumed into heaven, may our hearts, burning with the fire of charity, aspire continually to be united with thee.  Through Jesus Christ thy Son our Lord, who liveth and reigneth with thee, in the unity of the Holy Ghost, ever one God.


The Communion 


Luke 1: 48-49


Beátam me dicent omnes generatiónes, quia fecit mihi magna qui potens est.


All generations shall call me blessed, for he that is mighty hath magnified me.


The Postcommunion


Sumptis, Dómine, salutáribus sacraméntis:  da, quæsumus; ut, méritis et intercessióne beátæ Maríæ in cælum assúmptæ, ad resurrectiónis glóriam perducámur.  Per Dóminum nostrum Jesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti Deus, per ómnia sæcula sæculórum.


Having received these salutary sacraments, O Lord, we pray thee, that by the intercession and merits of the Blessed Virgin Mary assumed into heaven, we may be brought unto the glory of the Resurrection.  Through Jesus Christ thy Son our Lord, who liveth and reigneth with thee, in the unity of the Holy Ghost, ever one God, world without end.





sábado, 26 de julho de 2014

Mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pio de Pietrelcina: "Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos"
[282] Ouça, caro padre, os justos lamentos de nosso dulcíssimo Jesus: deixam-me sozinho de noite, sozinho de dia nas igrejas. Não cuidam mais do sacramento do altar; nunca se fala desse sacramento de amor; e mesmo os que falam, infelizmente, com que indiferença, com que frieza! (342)

[283] "O meu coração", diz Jesus, está esquecido. Já ninguém se preocupa com o meu amor. Estou sempre triste. Minha casa tornou-se, para muitos, um teatro de divertimentos; mesmo os meus ministros, que sempre considerei com predileção, que amei como a pupila de meus olhos, deveriam consolar o meu Coração cheio de amargura, deveriam ajudar-me na redenção das almas. Em vez disso, quem o acreditaria?, devo receber deles ingratidão e falta de reconhecimento. Vejo, meu filho, muitos desses que... (aí se calou, os soluços lhe apertaram a garganta, chorou em segredo), sob aparências hipócritas, me traem com comunhões sacrílegas, esmagando as luzes e as forças que continuamente lhes dou...". Jesus continuou ainda a lamentar-se. Padre, como me faz mal ver Jesus chorar! Também o senhor passou por isso? (342)

[284] Sexta-feira de manhã (28-03-1913) eu ainda estava na cama quando me apareceu Jesus, totalmente maltratado e desfigurado. Mostrou-me um grande número de sacerdotes regulares e seculares, entre os quais diversos dignatários eclesiásticos; destes, alguns estavam celebrando, outros se paramentando, e outros retirando as sagradas vestes. Ver jesus angustiado causava0me grande sofrimento, por isso quis perguntar-lhe por que sofria tanto. Não obtive nenhuma resposta. Porém, o seu olhar voltou-se para aqueles sacerdotes. Mas, pouco depois, quase horrorizado e como se estivesse cansado de observar, desviou o olhar e quando o ergueu para mim, com grande temor, verifiquei que duas lágrimas lhe sulcavam as faces. Afastou-se daquela turba de sacerdotes, tendo no rosto, uma expressão de profundo pesar, gritando: Carniceiros! E voltando para mim disse: "Meu filho, não creias que a minha agonia tenha sido de três horas, não. Por causa das almas por mim mais beneficiadas, estarei em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo da minha agonia, meu filho, não convém dormir. Minha alma vai a procura de algumas gotas de piedade humana; mas ai de mim! Deixam-me sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e os meus ministros supremos tornam opressiva minha agonia. Ai de mim! Como correspondem mal ao meu amor! O que mais me aflige é que, à sua indiferença, esses homens acrescentam o desprezo, a incredulidade. Quantas vezes eu estive a ponto de fulminá-los, se não tivesse sido detido pelos anjos e pelas almas enamoradas de mim... Escreve ao teu padre narrando o que viste e ouviste de mim esta manhã. Diz a ele que mostre a tua carta ao padre provincial...". Jesus ainda continuou mas o que disse não poderei revelar a criatura alguma deste mundo. Essa aparição me causou tal dor no corpo, porém ainda mais na alma, que durante o dia todo fiquei prostrado e acreditaria estar morrendo, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado... Infelizmente, Jesus tem razão de nossa ingratidão! (350)

Padre Pio. Florilégio do Epistolário. Ps. 182-184.

domingo, 2 de março de 2014

The Most Holy Trinity II


"And the Catholic Faith is this, that we worship one God in Trinity, and Trinity in unity. Neither confounding the Persons, nor dividing the Substance. ... But the Godhead of the Father, of the Son, and of The Holy Ghost is one, the glory equal, the majesty co-eternal. ... The Father is made of none, neither created, nor begotten. The Son is of the Father alone: not made, nor created, but begotten. The Holy Ghost is of the Father and the Son: not made, nor created, nor begotten, but proceeding. ... And in this Trinity nothing is afore or after, nothing is greater or less, but the whole three Persons are co-eternal together, and co-equal" (From the Athanasian Creed).

12. Unity of the Blessed Trinity

Are the three divine Persons perfectly equal to one another? -- The three divine Persons are perfectly equal to one another, because all are one and the same God.
"Such as the Father is, such is the Son, and such is the Holy Ghost. The Father Uncreated, the Son Uncreated, and the Holy Ghost Uncreated. The Father Infinite, the Son Infinite, and the Holy Ghost Infinite. The Father Eternal, the Son Eternal, and the Holy Ghost Eternal, and yet they are not Three Eternals but One Eternal. As also there are not Three Uncreated, nor Three Infinite, but One Uncreated, and One Infinite. So likewise the Father is Almighty, the Son Almighty, and the Holy Ghost Almighty. And yet they are not Three Almighties, but One Almighty." (From the Athanasian Creed.)
All three Persons are equal in every way, equal in power and glory. The attributes and external works of God are common to all three Persons. However, in human speech we attribute certain works to each Person.
Thus we attribute to the Father the works of creation, to the Son the work of redemption, and to the Holy Ghost the work of sanctification. In reality these works belong equally to all three.

How are the three divine Persons, though really distinct from one another, one and the same God? -- The three divine Persons, though really distinct from one another, are one and the same God because all have one and the same divine nature.

  1. Each of the divine Persons is God."So the Father is God, the Son is God, and the Holy Ghost is God. And yet they are not three Gods, but one God. So likewise the Father is Lord, the Son is Lord, and the Holy Ghost is Lord. And yet they are not three Lords but one Lord. For, like as we are compelled by Christian truth to acknowledge every Person by Himself to Be God and Lord, so are we forbidden by the Catholic Religion to say, there be three Gods or three Lords." (From the Athanasian Creed.)
  2. There are three Persons, but only one Being. The Father is neither the Son nor the Holy Ghost. The Son is neither the Father nor the Holy Ghost. The Holy Ghost is neither the Father nor the Son.It was the Son Who became man and died for us, not the Father or the Holy Ghost. But when we receive God the Son in Holy Communion, we also spiritually receive God the Father and God the Holy Ghost. The Blessed Trinity then dwells in us as in a Temple.
Can we fully understand how the three divine Persons, though really distinct from one another, are one and the same God? -- We cannot fully understand how the three divine Persons, though really distinct from one another, are one and the same God, because this is a supernatural mystery.
  1. A supernatural mystery is a truth which we cannot fully understand, but which we firmly believe because we have God's word for it. A supernatural mystery is above reason, but not contrary to it. No man can explain a mystery; neither can anyone know it unless it is revealed by God. "Great art thou, O Lord, in counsel, and incomprehensible in thought" (Jer. 32:19).It is not unreasonable to believe in a supernatural mystery. There are many natural mysteries around us that no one has yet been able to explain, yet we believe them: electricity, magnetism, force, and many of the processes of life.
  2. The doctrine of the Blessed Trinity is a strict mystery; that is, we cannot learn it from reason, nor understand it completely, even after it has been revealed to us.The doctrine contains two truths our reason cannot fully understand: (1) that there is only one God; and (2) that each of the three Persons is God. We can understand each of these truths separately, but not when taken together.
    The mystery of the Blessed Trinity is not a contradiction. We do not say that there are three gods in one God, nor that the three divine Persons are one Person.
    We only say that there are three Persons in one God, that is, three Persons, and one nature or essence. Somewhat similarly, the soul of man has will, understanding, and memory, but it is only one soul. Also, the sun has form, light, and heat, but it is only one sun. Three flames put together make only one flame.
Why do we believe in the mystery of the Blessed Trinity? --We believe in the mystery of the Blessed Trinity because God Himself revealed it to us."Thy word is Truth" (John 17:17). The mystery of the Blessed Trinity is the greatest of all mysteries. We believe it because God has revealed it to us, but we cannot fully understand it. It would be foolish to refuse to believe just because we cannot understand; that would be like a blind man who refuses to believe there is a sun, because he cannot see it. Is God limited because we are?

  1. The Jews did not explicitly believe in the Blessed Trinity, although there are references to the mystery in the Old Testament.Before making man, God said: "Let Us make man to Our own image" (Gen. 1:26). David says: "The Lord said to my Lord, Sit on my right hand."
  2. Our Lord Jesus Christ revealed the mystery. He said:"Go, therefore, and make disciples of all nations, baptizing them in the name of the Father, and of the Son, and of the Holy Spirit" (Matt. 28:19). "But when the Advocate has come, whom I will send you from the Father, the Spirit of truth who proceeds from the Father, he will bear witness concerning me" (John 15:26).
  3. The Blessed Trinity manifested Itself at the baptism of Jesus Christ.God the Father spoke from the heavens; God the Son was baptized; God the Holy Ghost descended in visible form, in the form of a dove.
When do we profess our faith in the Blessed Trinity? -- We profess our faith in the Blessed Trinity especially when we make the sign of the cross.
  1. We also honor the Blessed Trinity every time we say the doxology or "prayer of praise": "Glory be to the Father, and to the Son, and to the Holy Ghost. As it was in the beginning, is now, and ever shall be world without end."The Feast of the Blessed Trinity, called Trinity Sunday, is kept on the first Sunday after Pentecost.
  2. All the sacraments are administered in the name of the Blessed Trinity.On our death-bed the Church through the priest will comfort us with the words: "Even though he hath sinned, he hath not denied the Father, the Son, and the Holy Ghost."

The Most Holy Trinity.



A good concrete illustration of the Blessed trinity is an equilateral triangle. Such a triangle has three sides equal in every way, and yet distinct from each other. There are three sides, but only one triangle. As we see in this illustration, each Divine Person is different from the other two, but all three are God. Each one is God, distinct from the two others, and yet one with them. The three Persons are equal in every way, with one nature and one substance: three Divine Persons, but only one God.




11. One God in Three Persons
Is there only one God? -- Yes, there is only one God.
"I am the first, and I am the last, and besides me there is no God" (Is. 44:6). There can be only one God, because only one can be supreme, all-powerful, and independent of all.
How many Persons are there in God?-- In God there are three Divine Persons -- the Father, the Son, and the Holy Ghost.

  1. In speaking of the "Persons" in God, we do not use the term in exactly the same way we use it when speaking of people. We use it only for lack of a word to show our meaning better.In speaking of a man as a "person," we mean that he is an intelligent being, acting individually for himself. The acts he performs belong to him and he is responsible for them -- he himself, not his tongue, nor his mind, nor his whole body even, but the whole of himself.
    We speak of three "Persons" in God because to each belongs something we cannot attribute to any other: His distinct origin.
    From all eternity the Father begets the Son, and the Son proceeds from the Father. From all eternity the Father and Son breathe forth the Holy Ghost, and He proceeds from Them, as from one Source.
Are the three Divine Persons really distinct from one another? -- The three Divine Persons are really distinct from one another.
"So there is one Father, not three Fathers; one Son, not three Sons; one Holy Ghost, not three Holy Ghosts. And in this Trinity nothing is afore or after, nothing is greater or less; but the whole three Persons are co-eternal together, and co-equal. So that in all things, as in aforesaid, the unity in Trinity, and the Trinity in unity is to be worshipped.'' (From the Athanasian Creed.)

  1. This is the simplest way by which the distinct origin of each Divine Person has been explained: God is a spirit, and the first act of a Spirit is to know and understand. God, knowing Himself from all eternity, brings forth the knowledge of Himself, His own image. This was not a mere thought, as our knowledge of ourselves would be, but a Living Person, of the same substance and one with the Father. This is God the Son. Thus the Father "begets" the Son, the Divine Word, the Wisdom of the Father."In the beginning was the Word, and the Word was with God; and the Word was God" (John 1:1).
  2. God the Father, seeing His own Image in the Son, loves the Son; and God the Son loves the Father from all eternity. Each loves the other, because each sees in the other the Infinity of the Godhead, the beauty of Divinity, the Supreme Truth of God. The two Persons loving each other do not just have a thought, as human beings would have, but from Their mutual love is breathed forth, as it were, a Living Person, one with Them, and of Their own substance. This is God The Holy Ghost. Thus the Holy Ghost, the Spirit of Love, "proceeds" from the Father and the Son."But when the Advocate has come, whom I will send you from the Father, the Spirit of truth who proceeds from the Father, he will bear witness concerning me" (John 15:26)
  3. But we are not to suppose that once God the Father begot the Son and now no longer does so, nor that once the love of the Father and the Son for each other breathed forth the Holy Ghost, but now no longer does. These truths are eternal, everlasting.God the Father eternally knows Himself, and continues to know Himself, and thus continues to bring forth the Son. God the Father and God the Son continue to love each other, and their delight in each other continues to bring forth the Spirit of Love, God the Holy Ghost. In a similar way, fire has light and color. As long as there is fire, it continues to produce light. As long as there is fire with light, there is produced color. But all three exist at one and the same time.
  4. In this imperfect way we vaguely see that God must necessarily be three Divine Persons, because only in that way can God with His Divine Knowledge and Will be complete in Himself.Our Lord Jesus Christ spoke to us of the Blessed Trinity when before the Ascension He said to His Apostles: "Go, therefore, and make disciples of all nations, baptizing them in the name of the Father, and of the Son, and of the Holy Spirit" (Matt. 28:19)
What do we mean by the Blessed Trinity? -- By the Blessed Trinity we mean one and the same God in three divine Persons.

  1. The Father is God and the First Person of the Blessed Trinity. Omnipotence, and especially the work of creation, is attributed to God the Father.God the Father could have created millions of beings instead of you yourself; but He chose you out of a love wholly undeserved, saying, "I have loved thee with an everlasting love" (Jer. 31:3). Let us then cry in thanksgiving, "Abba, Father!" (Rom. 8:15). Let us show our gratitude by avoiding all that could displease God the Father, by trying to please Him with virtue, by trying for greater perfection, in obedience to that injunction of Our Lord's: "You therefore are to be perfect, even as your heavenly Father is perfect" (Matt. 5:48)
  2. The Son is God and the Second Person of the Blessed Trinity. To God the Son we owe our redemption from sin and eternal death; by His death He gave us life.For us God the Son debased Himself, taking the form of a servant, ... "becoming obedient to death, even to death on a cross" (Phil. 2:8). In Holy Communion we are united with Him, for He Himself said; "He who eats my flesh, and drinks my blood, abides in me and I in him" (John 6:57). In return we should be "other Christs," and, as the Apostle urged, "walk even as He walked."
  3. The Holy Ghost is God and the Third Person of the Blessed Trinity. He manifests Himself in us particularly in our sanctification. The word "Ghost" applied to the Third Person means "Spirit."At our Baptism God the Holy Ghost purifies us from all sin and fills our souls with divine grace, so that we become truly children of God, sons and heirs, and co-heirs with Jesus Christ. By Baptism we become living temples of the Holy Ghost: "Or do you not know that your members are the temple of the Holy Spirit, who is in you?" (1 Cor. 6:19).
    In return for such benefits we should make our body the instrument for the glory of God, keeping it from all stain of sin, adorning it with virtues. "Glorify God and bear him in your body" (1 Cor. 6:20). Let us keep our souls a sanctuary for the Holy Spirit, that God may be happy to dwell in us.


http://www.catholicbook.com/AgredaCD/MyCatholicFaith/mcfc011.htm